MPF sabia da ida de Miller para o Trench, Rossi e Watanabe, diz Fernanda Tórtima

fernanda tórtima sua primeira entrevista sobre o caso JBS, a advogada Fernanda Tórtima esclarece uma série de pontos até o momento obscuros na narrativa da mas clamorosa delação premiada celebrada — e agora questionada — no País.

Profissional com quase vinte anos de experiência na área criminal, Fernanda Tórtima atuou como advogada, juntamente com o jurisperito da JBS, Francisco de Assis e Silva, na negociação do acordo com a Procuradoria-Geral da República.

Fernanda nega que tenha havido qualquer preterição deliberada de fatos relevantes na presença de a PGR. Rechaça, igualmente, que Marcello Miller tenha notificado das negociações do contrato de colaboração ou que este tenha exercido qualquer tipo de influência para a obtenção dos melhoras.

A advogada já não atende a empresa nem seus ex-executivos, e distanciou-se do caso, mas assimila que várias questões merecem esclarecimento.

Leia a entrevista:

ConJur — O ex-procurador Marcello Miller teve papel ativo na negociação da delação da JBS?
Fernanda Tórtima — Nenhum papel. A ajuda foi negociada por mim e por Francisco de Assis. Marcello Miller somente se inteirou dos fatos que foram apresentados na cooperação simplesmente porque ele iria atuar na negociação do contrato de leniência da empresa — que versaria sobre os mesmos fatos.

ConJur — Como foi a contratação de Miller?
Fernanda Tórtima — A JBS contratou o escritório Trench, Rossi e Watanabe, extremamente especialista em leniência e investigação interna. E é preciso esclarecer que Marcello Miller não foi contratado pelo TRW devido da aproximação com a JBS. E isso não sou eu quem digo. Está nas mensagens trocadas entre este e a advogada Esther Flesch que ultimamente vieram a público. Fica evidente que eles, Miller e Esther, discutiram e fecharam proposta de contratação de antemão de qualquer contato dele com a JBS. Se este acabou usar a aproximação com a empresa para ganhar prestígio junto à Esther, é uma questão pessoal dele.

fernanda tórtima – Como foi a aproximação da empresa com Marcello Miller?
Fernanda Tórtima — A partir de o fim de 2016 este já vinha dizendo que desejava deixar o MPF. Embora eu soubesse que ele estava conversando com poucos escritórios, e praticamente determinado a admitir a proposta do TRW, sugeri que ele considerasse a opção de ficar primeiro do compliance intrínseco da JBS, empresa para a qual eu já trabalhava havia poucos meses. Marquei uma reunião com Francisco e com Joesley e, nessa oportunidade, Miller falou algo sobre governança corporativa. Isso foi em fevereiro de 2017. Contei que o Miller estava saindo do MPF e que era um profissional preparado, competente e íntegro. Aliás, essa era a reputação dele na comunidade jurídica em por norma geral, inclusive no MPF. fernanda tórtima depois ele protocolou pedido de exoneração na PGR.
21.02.2019 14:44:51
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